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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

SIMÃO SOUINDOULA (1956-2018) - INVESTIGADOR

Simão Souindoula (1956-2018), investigador angolano. Nasceu no dia 11 de Maio de 1956 em Maquela do Zombo, Província de Uíge.
A sua obra vai da antropologia à linguística angolana, tendo escrito sobre as expressões artísticas, musicologia, literatura, diáspora cultural angolana e a origem angolana do tango argentino.
Sobre a Música Popular Angolana, deixou um estudo biográfico sobre o cantor e compositor, Manuel de Oliveira, eminente guitarrista do grupo São Salvador, fundado em 1949. Deixou ainda a sua marca noutros textos, designadamente “Kimpa Vita, uma tragédia inacabada”, publicado no Jornal de Angola do dia 6 de Abril de 2011, “Sítios e instituições de memória do mundo negro”, comunicação apresentada em conferência temática na África do Sul, e “Norte-americana reedita, em Paris, romance sobre a Rainha Njinga,” apresentado na União dos Escritores Angolanos, em Maio de 2011, sobre o livro “Njinga, Reine d’Angola”, de 1687, obra que contém manuscritos do padre italiano, Cavazzi de Montecuccolo, e prefácio dos historiadores norte-americanos Linda Heywood e John K. Thornton, uma versão mais pormenorizada dos relatos da “Istorica Descrizione de treregni Congo, Matamba e Angola”, do referido padre, editados em 1568.
Simão Souindoula teve uma imensa intervenção académica e institucional, tendo sido entre muitas outras coisas consultor do Centro Internacional de Civilização Bantu, de 1984 a 2006, em Libreville, no Gabão, e Director das suas Produções Culturais onde coordenou durante vinte e dois anos, vários programas de publicações e comunicações científicas, assim como projetos de promoção artística.
Fonte: Club K, 15/1/2018.

sábado, 15 de dezembro de 2012

ANGOLA - LÍNGUAS NACIONAIS EM DEBATE


CIDADE UNIVERSITÁRIA


Na Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto realizaram-se as 2.ªs Jornadas Científicas em que esteve em destaque o ensino das línguas nacionais do país.
Solene Cristo destacou a necessidade da sua valorização, sobretudo entre os mais novos. Por seu lado Maria Nkembe, finalista do curso de Língua e Literatura Portuguesa, apontou a globalização que tem conduzido, sobretudo, à absorção de estrangeirismos.
Por sua vez, o docente de Língua Portuguesa e Bantu, Benjamim Fernandes enalteceu as regiões em que as famílias ensinam aos filhos a língua materna desde tenra idade. O mesmo docente sublinhou o facto de, atualmente, se ensinarem na Faculdade de Letras, as línguas nacionais kicongo, kimbundu, tchokwé e umbundo, e se ministrarem mestrados nas línguas nacionais.
Fonte: Angop, 13/12/2012; Luanda, Cidade Universitária, (foto)