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terça-feira, 15 de outubro de 2013

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA - PRÉMIO FERNANDO NAMORA



JOSÉ EDUARDO AGUALUSA

A obra Teoria Geral do Esquecimento do escritor angolano José Eduardo Agualusa venceu o Prémio Fernando Namora.
O júri, presidido por Vasco Graça Moura, sublinhou "a escrita ágil de um autor que sabe realizar uma especial economia de efeitos, encontrando uma linguagem em que o português é falado em intercepção com outros modos".
Na short list, para além de José Eduardo Agualusa, constavam ainda os nomes de Afonso Cruz, Ana Cristina Silva, Julieta Monginho e Rui Nunes.

Fontes: Sapo Fotos sapoao (foto); Renascença, 12/10/2013.

quarta-feira, 20 de março de 2013

ONDJAKI, PUBLICADO NA POLÓNIA



ONDJAKI NUM LANÇAMENTO DE UM LIVRO


O livro Avó Dezanove e Segredo do Soviético de Ondjaki foi publicado em polaco, pela editora Karakter, de Cracóvia, numa tradução de Michal Lipszyc.
A obra do escritor angolano surge no mercado polaco sob a designação de Babcia 19 i sowiecki sekret.
Michal Lipszyc traduziu já vários escritores lusófonos: Mia Couto, José Eduado Agualusa, Gonçalo M. Tavares e Fernando Pessoa.
Fontes: Instituto Camões, 01/03/2013; Sapo (foto).

terça-feira, 17 de julho de 2012

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA


A revista brasileira VEJA publicou em 4/6/2010 uma entrevista com o escritor angolano José Eduardo Agualusa efetuada no Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier.
Nela, entre muitas outras coisas fala da importância do ritmo:

"De que maneira a música reverbera no seu texto?
Eu tenho uma preocupação grande com o ritmo e a melodia interna da frase. Tanto que o livro As Mulheres do Meu Pai teve o primeiro parágrafo, que é escrito em prosa, musicado por um cantor português, João Gil. Num primeiro momento, quando ele me contou que havia musicado o texto, eu tomei um susto. Achei que não tinha resultado bem, mas acabei gostando. E fiquei feliz porque mostra que aquilo que escrevo tem alguma melodia, tem algum ritmo. Sempre digo aos tradutores: a única preocupação que eu tenho é de que as frases mantenham o ritmo."


A entrevista é fértil em ironia, como aquela que revela ao falar da pergunta mais absurda que lhe fizeram no Brasil, sobre a situação da escravatura em Angola, à qual respondeu:


"E o que você disse?
Eu disse, Olha, eu acho bom que você tenha colocado essa questão, porque é uma questão tão atual, e é um escândalo que continuem chegando ao Brasil navios carregados de escravos, e a Armada Britânica não consegue fazer nada. A menina ficou chocada e disse, É verdade isso, é verdade?? (Risos.)"
In VEJA, 4/6/2010; WIKIPÉDIA; José Eduardo Agualusa (foto)

domingo, 1 de julho de 2012

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA - ESCRITOR ANGOLANO



O escritor angolano José Eduardo Agualusa esteve em Fortaleza, no Brasil, onde deu uma entrevista ao jornal O Povo, em 18/6/2012. Nela falou da proximidade que tem havido, nos últimos tempos, entre o Brasil e Angola, e África de uma maneira geral.
Sobre a presença da literatura angolana em Portugal e a sua natural importância, José Eduardo Agualusa diz o seguinte:
"É curioso porque há uma série de escritores hoje em Portugal que tem origem angolana, são vários, não são apenas esses. O Gonçalo é um grande escritor. Eu acho que o Gonçalo é hoje no universo da língua portuguesa talvez a figura mais interessante. Das vozes mais novas evidentemente. Temos escritores mais velhos como o Lobo Antunes, que tem uma presença no mundo. Mas o Gonçalo é extremamente traduzido hoje e realmente é uma figura surpreendente. Então temos o Gonçalo, que é de Luanda; o Valter Hugo, que creio nasceu no norte da Angola; temos uma outra escritora, a Filipa Melo, que é também de origem angolana; e há mais ainda. Eu uma vez fiz uma lista e são muitos. Agora são pessoas que foram muito jovens para Portugal e que de uma maneira geral não têm uma relação muito forte com Angola. O Valter tem alguma. O Gonçalo menos:"
In O Povo, 18/6/2012; Rafa Lombardino - Notícias Literárias, 26/6/2012, Wikipédia (foto)